abril 15, 2011

I'm alone (the boy)

Hoje, como todos os outros dias, ao acordei dirigi-me ao parapeito da janela do meu solitário quarto mas, para meu espanto, em vez de ver alguém sair vi alguém entrar; era um rapaz, tinha mais ou menos a minha idade, era moreno e tinha os olhos azuis, usava o cabelo como aqueles surfistas que apareciam nas revistas. Nos seus lindos olhos azuis, tal como nos meus olhos verdes, via-se uma profunda tristeza, talvez não como a minha, mas doía-me senti-la ao olha-lo nos olhos. Cruzamos o olhar, por meros segundos e, ao ver-me observa-lo, esboçou um sorriso. O orfanato não é muito grande, mas tem um tamanho considerável e hoje, como tive aulas, não me voltei a cruzar com ele, ainda tentei procura-lo, mas não havia sinal dele. Ainda pensei perguntar por ele a Dona Teresa, a supervisora do meu piso, mas não sabia o nome dele e ela, apesar de muito perspicaz, devido á sua idade já não trabalhava durante muitas horas e, talvez não soubesse ainda, que tinha vindo um rapaz novo pois, ela chegara á pouco tempo. Não esquecia o seu olhar triste nem o seu sorriso ao olhar para mim. Apesar de cada vez sair mais pessoas do orfanato os quartos continuavam cheios, os companheiros de quarto iam-se apenas dividindo pelos quartos vagos. Já se fazia tarde, cerca de uma da manhã e eu encontrava-me sentada no parapeito da janela, novamente, com o meu caderno na mão a escrever o que tinha acontecido quando olhei para o terraço e vi que se encontrava lá alguém. Larguei tudo e desci as escadas o mais rapidamente possível sem fazer barulho para não acordar ninguém e de maneira a que ninguém suspeitasse que eu havia saído do meu quarto para não irem lá confirmar. Abri, de rompante, a porta do terraço e o forte vento que soprava fez esvoaçar os meus cabelos loiros e senti um arrepio que me fez tremer; ele dirigiu-se graciosamente até mim, ofereceu-me o seu casaco mas eu, de inicio não o aceitei:
- Desculpa, eu nem me apresentei! Sou o Pierre. Os meus pais sofreram recentemente um acidente de carro e eu, como ainda sou menor, tive de vir para aqui. Consigo ver que te encontras gelada aceita o meu casaco, por favor Disse-me. Senti-me quase obrigada a aceitá-lo…
- Eu sou a Marrie, também ainda não me tinha apresentado. Não vais ter frio? Perguntei-lhe.
- Não me parece, até porque não está frio e eu, ao contrário de ti, não me encontro á uma da manhã no meio da rua de camisa de dormir. Foi a sua resposta.
Ficamos a conversar durante bastante tempo; descobri que ele se encontrava instalado dois quartos ao lado do meu e achei uma estupidez não ter dado ainda pela sua presença lá. Acompanhou-me até ao quarto por volta das duas da manhã, pela primeira vez sentia-me como se tivesse realmente um amigo. Despediu-se de mim dando-me um beijo na cara e dizendo que na manha seguinte esperaria por mim, às nove, á porta do meu quarto para irmos para o colégio, onde ele agora também se encontrava inscrito. Ao chegar ao quarto fechei a janela que havia deixado entreaberta, á uma hora atrás, sentei-me na cama e acabei de escrever o que tinha começado antes. Como era tarde fui dormir e adormeci, com um sorriso na cara ainda.
Marrie!
[inventado]



- Obrigada a todos os meus seguidores; esta história é como se fosse o diário de uma rapariga. Vão encontrar algumas falas mas é como se fosse ela a "pensar" na conversa, estas são, também, utilizadas de modo a não ser tão entediante a história. Mais uma vez, obrigada a todos, beijos :)



28 comentários:

  1. se a inspiração não me abandonar, irei continuar sim senhor $:

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  2. Filipa, deixei de conseguir ver o teu blog :S

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  3. Ai que vai haver romance +.+
    Eu conheço esta musica de algum lado... Eclipse?s:

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  4. querida podes responder ao que eu tenho no meu post sff?

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  5. pois nao sei... mas o inicio parace-me mesmo.

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  6. obrigada querida, é mesmo importante para o que eu quero fazer :)

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