março 21, 2011

Um sempre que ficou gravado (II)

Já não me sentia tão feliz á muito tempo, as coisas tinham mudado. Eu sabia que ele não voltaria mais e que, David, seria e era o meu novo pilar, que seria ele a fazer-me seguir em frente, sem voltar atrás. Já me levantava depressa da cama para, logo a seguir, vestir algo muito rápido, tomar o pequeno-almoço, agarrar nos livros e sair a correr. Corria sempre em direcção ao parque, no centro da cidade, onde ele me esperava e, quando me via, abria os braços e abraçava-me, com força, mostrando não me querer largar.
Vivia um sonho de princesa, completamente. Estava tão abstraída, neste meu pequeno mundo, que nem dava conta do que se passava á minha volta. Se chovia, era como se fizesse sol, se me perdia era como se soubesse o caminho, era feliz! E, essa felicidade, era uma coisa que, eu achava, que se tornaria desconhecida para mim. Mas, as histórias de amor são todas iguais, é sempre um gosta não gosta, luta não luta, perde não perde. Mas nós, éramos sempre felizes, não sabia bem o porquê de tamanha felicidade mas, tudo corria bem, e eu não me queixava.
(…) Fazíamos um mês e, eu, rapidamente me tinha levantado e corrido em direcção ao armário, queria estar “o mais bonita possível” ... De repente o meu telemóvel vibrou, era o David:
David: Princesa, mudança de planos.
Maria: Anh?
David: Sim …
Maria: Não me vais dizer que já não vens ter comigo pois não?
David: Não, nada disso. Espera um pouco, já percebes, mas despacha-te.
Não tinha percebido nada, mas, arranjei-me rapidamente e esperei que ele me ligasse. Tocaram-me a campainha, fui abrir e era ele.
Maria: Vais-me explicar?
David: Espera, fecha os olhos.
Vendou-me os olhos e guiou-me, até eu entrar num carro.
Maria: Onde vamos? Posso tirar a venda?
David: Ainda não, tem paciência.
Finalmente, o carro parou, não fazia ideia do tempo que teria passado. Agarrou-me a mão e ajudou-me a sair do carro. Pegou-me ao colo e, sabia que ele estava a subir escadas, conseguia sentir as suas pernas a subir cada degrau. Pousou-me por um momento e ouvi-o abrir uma porta (...)

[inventado]

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