maio 31, 2011

Last beat of the heart - parte VI

- Olha esquece, é melhor antes levar-te para casa, que já se faz tarde e está a ficar frio, fica para outro dia. Além de que, nem sequer sei o teu nome.
- Matilde. Diz-me, que querias dizer?
- Nada importante.
- Se não o fosse, não estavas com rodeios, mas pronto, mal nos conhecemos. Vou para casa, até um dia.
- Matilde, espera!
Matilde não quis saber de mais palavras dele, apenas esperava que Martim não tivesse ficado à sua espera queria, finalmente, poder estar sozinha até que, sentiu o seu telemóvel vibrar, no entanto, após receber aquilo que parecia ser uma mensagem, não conseguiu ignorar o sentimento de curiosidade que a envolvia, dirigiu a mão à sua mala e procurou por ele. 
Elevou-o na sua mão e viu que a mensagem recebida era de Martim:
«Quero começar de novo, não tentes perceber, apenas deixa-te levar por isso. O que me dizes a um primeiro encontro? Ou melhor, não digas nada, não quero ouvir um não. Vai para casa, veste algo bonito - não que não fiques linda que qualquer forma- e eu vou buscar-te ás 20h. Não me atraso, e tenho uma surpresa. Por favor, vem. Dá-me uma oportunidade de reconquistar a tua confiança. Com amor, Martim.»
Matilde, quase impulsivamente, começou a correr em direcção a sua casa. Subiu as escadas em direcção ao seu quarto a correr, enquanto gritava para a sua mãe, que se encontrava na sala, que ia sair e que depois lhe explicava tudo. Abriu o roupeiro e ficou durante uns 5 minutos a percorrer mentalmente a imagem que detinha de cada peça de roupa sobre o seu corpo branco como a neve. Decidiu vestir cores alegres, agarrou num top azul e numa saia florida de cintura subida. Foi tomar banho e vestiu-se rapidamente, não se maquilhou muito, não mais que o básico, pois lembrava-se que Martim dizia que preferia vê-la ao natural. Agarrou na mala azul clara, colocou lá dentro a sua carteira, as chaves, o telemóvel e o "essencial". Faltavam dez minutos para as 20h, desceu as escadas a correr, foi dar um beijo a sua mãe e ouviu alguém a tocar á campainha. Apressou-se a abrir a porta ....

3 comentários:

  1. Muito obrigada, rita :)
    Como todas as tuas histórias, estou a amar esta *-*

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  2. Adorei!
    Quero ver o que é a surpresa :o

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