abril 20, 2011

E, quando o coração se vai embora, o que resta?

Por vezes, não queres sentir tanto as coisas, mas sentes demasiado; outras queres sentir e não consegues. Ás vezes, para ti, tudo tem a ver com tudo mas, ao mesmo tempo, nada tem a ver com nada, as palavras tornam-se apenas palavras desprovidas de qualquer sentimento, a teu ver, por se encontrarem cheias de mágoa, dor e tristeza; por vezes, um sorriso não se te assemelha a nada, não espelha nenhum estado de espírito; e, por vezes, não tens vontade de nada, quando queres fazer tudo.
Tens sempre um escape, mas por vezes, esse escape não te vale de nada; queres utilizá-lo, mas não sabes como fazê-lo. Queres falar e parece que és muda, queres escrever, mas parece que não conheces as letras. Queres ser tu própria, mas parece que nada existe.
Sentes um vazio, no lugar do coração, e pensas para que lugar fugiram os teus sentimentos. Repara, queres mas não queres, sentes e não sentes, olhas mas não vês, falas mas não ouves o som das palavras, aumentas o volume, mas as colunas não funcionam: o mundo, juntamente com o teu coração, vai-se embora para longe.
E agora? Que outra hipótese há? Sorrir? Talvez, já que a vontade de chorar está lá mas não existem lágrimas. Quero despertar o meu coração, mas não encontro o lugar onde ele se encontra e hibernar.

*desabafo*

11 comentários:

  1. Ainda bem que gostas-te, estava um pouco reticente quanto a esta parte :)
    Nestes últimos dias tenho me sentido um pouco assim :\

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  2. sinto-me mesmo apática. Só tenho vontade de me enroscar nos lençois a ouvir um pouco de musica até estar cansada o suficiente para cair no sono...

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  3. Ainda não, essa foi a parte mais recente. Obrigado és uma querida *-*

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  4. Também me sinto assim muitas vezes...
    Gostei do blog, vou seguir

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